
«Oiço o palco», Digo
..Oiço cada um dos montes
....................................a terra fria
..a fonte quente.
Aproxima-nos um incêndio preso
...................................e uma ordem impedida
.................frestas cerradas entre tempos
obtusos cantos
................pautas par ti da s.
(A roda acomoda o cerco
o esboçar da teia
o desenhar do ciclo)
Rasgos de pedra acendem-te
....................................ao gesto antigo
...................ao código cerrado
...ao outro lado da esfinge.
(Aos pulsos,
.............amarro a revolta em grito...)
Somente um rosto
......................finamente sustido
parecia cindir-se em farpas breves
................................................leves
....................................sucessivas
aludindo ao desgaste
.............................das on~da~s
.....................suspensas
sobre ti.
No interior da lágrima
o silêncio é teu
...........Único sedimento do templo
................................................inscrito
...................................Em jade.
Escuto as raízes das pedras
.......................................que
.............................................como .r u n a s
imprimem no corpo
.........................o clamor
..................já extinto
das sebes.
«Vejo um globo», Digo
..Vejo cada um dos vales
.................................o turvo signo
..o surdo termo.
Imagem: «At the surface», Elisabeth Gustafson







