Por sobre a terra,o ceptro encerra a curva
................................aberta
.......................em nós
E o fumo desce das árvores
.................................como arcos
silencia-me aos poucos
prolonga-te os traços
Absorve-me, do gesto,
............................o Medo.
(As folhas coavam como tons
cobriam os espaços
nomeavam o Tempo)
Do fogo,
converto o ponto em chama
..................................a clave em som
.............o contorno em desígnio.
Um passo atrás na noite
e a luz seria a face do verso
....................................em chama.
(As folhas atingem o corpo
embaciam os passos
incorporam-se no vento)
No foco da margem,
....................o suspiro estremece o corpo
as paredes apartam-se
.............................das formas
as escadas distanciam-se
.................................em sopros
E da linguagem desfocada das sombras,
ressurge o movimento atado
.....................................do rosto.
(Que rumor negro me arrasta,
.....................................aos tombos,
...............................do solo
entre as dobras dos muros
e as saídas apertadas
............................entre mãos?)
Um passo mais na noite
e o claro corpo será a tocha inteira
derramando-se, oculta,
..............................no Sonho.
29/08/2010
Imagem: «Eclipse Lunae», Mauro Mendula


