Entre mim e a noite,.......................há um silêncio povoado
e um vento desenhado às mãos
quando ao fogo concedo o rosto
.........................................E a sombra
e por degraus obscuros aparto o sopro
...................................................Do medo
(A chuva que bate no corpo
..................................tem uma ordem sísmica...)
Das pedras,
.................solta-se o curso sem passo
...........o reconhecimento oculto do traço
Uma morada eterna,
.........................Um abismo.
Que amarga cadência me fala?
..........Que...p..o..n..t..u..a..d..a...pertença me cega.?
Perdi a certeza do coro,
................................da sucessão do trono
do Teu desígnio...
Perto das horas,
assinalo o termo dos laços
..................................o pano/em dobra
..............a desordem...es
......................................co
............................................rri
.................................................da
(Resgato, da letra,
..........................a estrofe
.................................o rodar esbatido do Norte
........Um temor sustido)
Das ruas, sei de cor a
..................................q
.....................................u
........................................e
...........................................d
..............................................a
......os portos contados,
............................os gestos proscritos
[Entre mim e a noite,
.......................existe um (d)espaço em grito...]
E re-digo,
«Hão-de estender as escarpas
.....................................os seus mantos
............................como arcos
e embora o sonho já não abrace o abismo,
serei a face inteira
......................da passagem
............do teu gesto
Onde a sombra que precede o rosto
....................................respira um corpo só.»
07/06/2010
Imagem: «about lonely days», Christofer Grandin


